Sumaúma é o nome nativo da Ceiba speciosa, sendo que a origem do seu nome vem do Tupi, a língua falada pelos povos tupis e por parte dos colonizadores que povoavam o litoral do Brasil nos séculos XVI e XVII.
Talvez se possa arriscar afirmar que esta espécie de árvore é das mais emblemáticas e icónicas da Madeira, sendo talvez uma das mais amplamente conhecidas por parte dos madeirenses.
Com origem desde o Peru a uma grande porção do Brasil e do norte da Argentina, é uma árvore de folha caduca, imponente e extremamente florífera, ocorrendo em diferentes variações cromáticas e em forma que germina facilmente e floresce rapidamente desde semente.
É muito tolerante à seca, apesar de gostar de água, crescendo até aos 25 metros quando bem irrigada na fase vegetativa.
Com a idade, é comum formar "velas", elevações das raízes que servem como estabilizadores, sendo portanto crucial que a árvore seja plantada numa zona espaçosa e nunca encostada a muros.
Os frutos, grandes, secam com o tempo, dispersando uma espécie de "algodão" onde viajam as suas sementes, o que causa, muitas vezes, queixas dos transeuntes.
É frequente apontar-se este "algodão" como fonte de alergias mas existem versões contraditórias relativamente a este assunto.
Algumas fontes referem até que a libertação do "algodão" da Sumaúma coincide com o período de polinização de outras plantas, cujo pólen sim é causador de alergias respiratórias.
Mas, para além disso, esta belíssima árvore traz sombra, flores grandes e coloridas e um sem fim de memórias aos fregueses do Imaculado, especialmente aqueles que estudaram na antiga escola existente no edifício da atual Junta.
